Seguro contra ciberataques dispara no Brasil com LGPD e megavazamentos


A demanda por seguros contra ciberataques e riscos cibernéticos disparou no último ano no Brasil. Em 2020, os prêmios emitidos pelas empresas de seguro somaram 43 milhões de reais nessa modalidade. O valor é o dobro do registrado em 2019, de 21,4 milhões de reais, de acordo com os dados da Superintendência de Seguros Privados (Susep). No jargão do mercado, os prêmios equivalem ao valor pago às operadoras pela contratação do seguro.

A alta na demanda coincide com a implementação da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), que prevê multas pesadas para as empresas no caso de vazamentos de informações pessoais de consumidores. A lei entrou em vigor no ano passado, mas o prazo para o início da aplicação de multas foi estendido para maio deste ano.

Além disso, a pandemia expôs as empresas a maiores riscos de roubos de informações e ciberataques. Os funcionários foram forçados a trabalhar de casa, em um ambiente menos controlado e com redes mais inseguras.

Fernando Saccon, superintendente da seguradora Zurich no Brasil, afirma que tanto empresas multinacionais quanto pequenas e médias empresas têm aumentado a procura pelos seguros contra ciberataques, o que mostra um aumento da percepção do risco cibernético no país. “Os segmentos de serviços médico, financeiro, a indústria de manufatura e o comércio são os mais afetados. Por consequência, são os que mais procuram o seguro. Mas as entidades sem fins lucrativos e demais empresas não estão isentas do risco”, diz Saccon, que lidera a área de linhas Financeiras e seguro garantia na empresa.

Fonte: Exame