Mesmo com a pandemia, startups batem recorde de aportes em 2020


Segundo a Distrito, consultoria voltada para o setor de startups, em 2020, foram fechados 450 contratos de investimentos. Os aportes somaram US$ 3,1 bilhões

O ano de 2020 trouxe diversos desafios para empresas de diferentes setores da economia. No entanto, apesar da crise provocada pelo novo coronavírus, as startups bateram um recorde histórico, com aportes que somaram US$ 3,1 bilhões.

Segundo dados divulgados pela Distrito, consultoria voltada para o setor de startups, em 2020 foram fechados 450 contratos de investimentos. Para este ano, a expectativa é que o setor continue atraindo investidores. Ainda de acordo com a consultoria, em termos de volume investido, as fintechs (do setor financeiro) lideraram o ranking, com mais de US$ 1,5 bilhão em aportes, seguidas por retailtechs (varejo), supply chain (cadeia de suprimentos) e proptechs (imobiliário).

O grande destaque de 2020 foi para as healthtechs, startups do segmento de saúde. Em número de aportes, essas startups ficaram em segundo lugar, com 46 acordos de investimento, atrás só das fintechs, que fecharam 84.

Causas

Grande parte desse crescimento das startups foi motivado pela nova realidade em que as pessoas foram expostas. Por conta da pandemia e das medidas restritivas para contar a disseminação do vírus, atividades precisaram ser readaptadas, e foi dessa forma que elas surfaram a onda da crise.

Em entrevista ao O Globo, Camila Farani, sócia-fundadora da G2 Capital, referência no investimento anjo no país, explica que em meio às perspectivas de recuperação da economia, as fintechs voltadas para o crédito e as startups de logística estão no alvo dos investidores.

Além dessas, empresas do comércio eletrônico, de educação e alimentação saudável também podem se aproveitar dos novos hábitos dos consumidores e se mostrarem bons negócios. “O novo consumidor busca cada vez mais eficiência, comodidade, conveniência e adaptabilidade. Esses quatro elementos vão ditar o cenário dos negócios e a transformação digital, que se tornou compulsória.”

Fonte: Folha Dirigida