Crédito está respondendo à demanda, diz diretora do Banco Central


Em apresentação em fórum internacional, Fernanda Nechio mostrou aceleração de empréstimos por empresas neste ano

Em evento no Fórum Oficial de Instituições Monetárias e Financeiras, a diretora de assuntos internacionais e gestão de riscos corporativos do Banco Central, Fernanda Nechio, mostrou que o mercado de crédito está “respondendo à demanda”.

Em apresentação divulgada pela assessoria de imprensa da autoridade monetária, ela mostra dois gráficos sobre o desempenho do crédito livre para famílias e empresas, nas 13 primeiras semanas de 2019 e também de 2020. No crédito para famílias, os dois anos têm desempenho semelhante. Neste ano, já foram liberados R$ 18,9 bilhões, uma queda de 5,0% em relação ao mesmo intervalo do ano anterior. Já para empresas, o crédito tem crescimento mais acentuado este ano do que no ano passado. Nas 13 semanas, já foram liberados R$ 54,8 bilhões, com alta de 19,9% sobre 2019.

O BC ressalta que, considerando apenas as últimas três semanas desse intervalo, o crescimento do crédito acelerou, ficando em 14,7% para PF e 58,4% para PJ – sempre ante o mesmo período do ano anterior.

A diretora destaca que há, no entanto, incerteza como perdas humanas e de capital; comprimento dos bloqueios; desenrolar do isolamento social; ritmo de recuperação econômica e reversão de medidas de política fiscal.

Com base em dados da Bloomberg, ela mostrou um gráfico com o desempenho da economia entre 2020 e 2022 no Brasil e outras economias. No caso do país, deve ter uma queda no PIB de 1,5% neste ano. Em 2021, o crescimento ficaria em 2,6% e 2022, em 2,5%.

Segundo Fernanda Nechio, antes dos efeitos causados para a economia devido à pandemia do coronavírus, o país estava numa recuperação gradual, com inflação dentro meta. Mas ela destaca em seguida que o vírus se espalhou, causando impactos econômicos. Ela ressalta ainda, conforme apresentação, que a autoridade monetária atuou para garantir liquidez e estabilidade financeira.

Além disso, complementa que o governo adotou medidas para mitigar os efeitos da pandemia para a economia, citando a queda nas tarifas de importação de suprimentos médicos e matérias-primas; contratação de médicos e enfermeiros e aumento da oferta de leitos hospitalares, respiradores, testes covid-19; transferências para aposentados, famílias de baixa renda, setor informal, PME; auxílios ao turismo, companhias aéreas e outros setores mais impactados; e auxílio para estados e municípios.