Como a cobrança responsável gera conexões emocionais com a sua marca


Por José Moniz – head de Negócios Digitais no Negocia Fácil

O mundo mudou rápida e dramaticamente e nos mostrou que devemos estar mais preparados para responder a estas mudanças e tomar decisões críticas. Antes do COVID-19, mais da metade da população já enfrentava dificuldades financeiras e endividamento. O impacto da pandemia só agravaria o quadro.

O estudo Raio X do brasileiro em situação de inadimplência – realizado pelo Negocia Fácil e Instituto Locomotiva – nos revelou que o isolamento social já era uma realidade para 77% dos inadimplentes envergonhados de que os outros viessem a saber de suas dívidas.

Os sentimentos que mais afloram durante um ato da cobrança, ainda hoje, são constrangimento, chateação, angústia, pressão e humilhação – razão para que 82% das pessoas não só queiram pagar suas dívidas, mas pagar diretamente aos credores, sem intermediários.

A abordagem omnichannel – que nos permite entrar em contato com a pessoa certa, pelo canal certo e na hora e do jeito certos – nos facilita restabelecer sua confiança. Nosso NPS (Net Promoter Score) prova que é possível criar conexões emocionais ao ajudar alguém em situações difíceis. 

Somos o único autosserviço de cobrança digital que é o tempo todo você, ou seja, quando seu consumidor nos acessa para fazer uma negociação é você quem ele vê. Mais do que nos revestir da sua marca, assumimos a sua identidade, fazendo com que a comunicação com o consumidor e pontos de contato estejam “carregados” da sua cortesia, tom de voz, DNA, da sua ética!

Não importa o quanto os últimos meses tenham sido desafiadores, é preciso estarmos responsavelmente preparados para oferecer as ajudas necessárias para reduzir o dano financeiro.

O coronavírus nos exigiu criar conjuntos de práticas, úteis às transformações aceleradas, como congelamentos, extensão de prazos para pagamento e até mesmo a interrupção das atividades de cobrança.

Não podemos nos abraçar agora e apertar as mãos, mas podemos nos manter juntos (mesmo estando separados) na definição de um propósito maior, numa maneira de melhor servir ao bem comum; e, assim, elevar nossos padrões de integridade corporativa.

Decerto que não há um caminho claro, tampouco em linha reta para o “novo normal”. Contudo, podemos (credores, devedores e agentes de cobrança juntos) ser flexíveis e solidários para, nesse novo contexto, ressignificar a “Recuperação Absoluta” como sendo uma nova forma de produzir, nos relacionar e gerenciar a cobrança: contemplando a qualidade da vida humana e do planeta na formulação de nossas estratégias.