Inovação precisa falar a nossa língua!


A jornada começa com conhecimento, feedbacks e soluções simples

O Ranking da Inovação Mundial, apresentado no estudo “Bloomberg Innovation Index”, mostra o Brasil na 45ª posição entre os 60 países pontuados. Isso evidencia que ainda precisamos evoluir muito no quesito inovação.

Diante desse resultado, pergunto: o que é inovação pra você? Não é necessário estudar em Harvard nem estar no Vale do Silício para isso. Temos que falar sobre inovação de forma simples, quebrar clichês e partir para a ação.

O mundo mudou e é vital aceitar, acreditar e enxergar. Estamos em transição da velha economia (foco no lucro e na indústria) para a nova economia (baseada nos serviços, na tecnologia e nas pessoas no centro de tudo).

A economia de hoje não requer posse. Do UBER passamos a andar de patinetes e bicicletas compartilhados. Mudamos a forma de nos hospedar, de hotéis para casas locadas por temporada como Airbnb. Aliás, qualquer coisa hoje em dia pode ser alugada, de roupas a furadeiras. Sim, a era da posse está morrendo e trazendo com força a era da colaboração, do compartilhamento e da interdependência.

Vendo tudo isso acontecer, tenho a certeza de que podemos e devemos aprender a pensar fora da caixa juntos, afinal, a inovação por si só não é nenhum bicho de sete cabeças e se pudermos resumir a maioria dos conceitos, livros e podcasts, vamos chegar à conclusão que inovação nada mais é que fazer algo novo que gere valor para o mundo. Simples assim.

Precisamos nos dar conta, despertar a nós e nossas empresas, que o mundo lá fora precisa refletir o mundo “aqui dentro”. E, nesse contexto, torna-se importante que saibamos aproveitar, ao máximo, uma ferramenta poderosa chamada feedback. É necessário que assimilemos melhor os “presentes” que o universo nos dá e façamos cotidianamente uma autorreflexão. Me refiro aos feedbacks de todos em nossa volta, gestores, subordinados, pares, clientes e fornecedores.

Como feedback, me refiro às dicas que o universo nos dá e que nos guiam por qual caminho seguir. Claro que muito do que chega até nós, deve ser filtrado antes de se tornar conhecimento, mas é necessário permitir que a inovação domine nosso processo criativo.

Por outro lado, não existe forma de navegarmos no desconhecido da inovação se não nos capacitarmos. Antes de querer que a empresa em que trabalha capte a mensagem inovadora por você, inicie a jornada olhando para dentro. Vá atrás de novos conhecimentos, há muito conteúdo bom e gratuito online. Comece a respirar a inovação e deixe que te guie em tudo que pensa e faz.

Para inovar, vale sempre refletir se o que está criando pode solucionar uma dor real. Inovação, em geral, são soluções para questões que estão logo ali em nossa cara, no dia a dia mesmo.

E é por isso que acredito que a inovação precisa falar a nossa língua. Precisamos parar de imaginar inovação como intangível ou réplica de referências internacionais.

Somos brasileiros, temos uma “ginga” só nossa, curiosidade e criatividade. Com as ferramentas certas, chegaremos muito mais longe, porque não adianta achar que só quem trabalha em locais de paredes coloridas e usam meias de desenho animado pode inovar. A inovação está aí acessível para todos nós, e como diria Leonardo Da Vinci: “a simplicidade é o último grau da sofisticação”.

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