Gestoras e fintechs dão primeiros passos para antecipar o open banking


SmartBrain se junta a RB Investimentos e Par Mais para compartilhar os dados em uma única plataforma.

O compartilhamento de dados bancários só será obrigatório a partir do segundo semestre de 2020, mas plataformas, gestoras e fintechs já se adiantam nesta direção. O chamado open banking, que deve ser regulamentado pelo Banco Central, permitirá integrar os dados de clientes em diferentes instituições financeiras – se for do interesse deles.

A fintech de controle e consolidação de investimentos SmartBrain se uniu à plataforma RB Investimentos e à gestora Par Mais para integrar os dados no modelo do open banking, segundo informação antecipada a EXAME.

Na área de investimentos, a iniciativa está entre as primeiras primeiras. Até o momento, as instituições financeiras têm aplicado o modelo mais a operações de conta corrente, pagamentos e cartões.

Em agosto, o Banco Original e o aplicativo de finanças pessoais Guiabolso começaram uma parceria em direção ao open banking. Com autorização prévia, o aplicativo sincroniza as movimentação da conta e mostra o histórico de renda e gastos.

O que permite essa integração são códigos padronizados conhecidos como APIs (Application Programming Interface ou Interfaces de Programação de Aplicativos em português). Eles funcionam como pontes para trocar informações entre sistemas, mesmo com linguagens de programação diferentes.

A integração dos dados vai permitir visualizar extratos de investimentos da SmartBrain na plataforma da RB sem precisar de operações manuais. Por nota, o CEO da SmartBrain afirmou que a integração por APIs “abre espaço para inovações” no acompanhamento das carteiras.

Modelo ainda em discussão

O modelo de open banking ainda está sendo debatido no Brasil, como noticiou EXAME em abril. Ele deve ser colocado em prática de forma gradual, a partir do segundo semestre de 2020. Se o cliente autorizar, os bancos poderão compartilhar as informações com outras instituições financeiras e fintechs.

A ideia é fazer com que o cliente visualize contas em diferentes instituições em um único aplicativo, em um modelo que tende a se aoerfeiçoar com o tempo, permitindo mais operações, como transferências e pagamentos. O open banking já é realidade em países da União Europeia e no Reino Unido e o Banco Central brasileiro divulgou em abril as premissas para implementar o sistema por aqui.

O documento determina quais informações deverão ser compartilhadas, inicialmente, entre as instituições financeiras, entre elas produtos e serviços oferecidos (como localização de pontos de atendimento e termos contratuais) e dados cadastrais dos clientes (como CPF, nome e endereço).

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