Corretora de seguros brasileira cria auditoria high-tech e chama atenção estrangeira


Seguros de saúde precisam desesperadamente de melhor análise de dados. Leandro Elias, da Public Broker, foi lá, fez e faturou

O fluxo de investimento estrangeiro direto caiu 16% no mundo em 2017, mas aumentou 4% no Brasil, apesar da turbulência política e econômica. Uma das empresas brasileiras a chamar capital externo é a corretora de seguros de saúde Public Broker. A companhia, fundada em São Paulo, vendeu 60% do capital para a seguradora francesa April, com R$ 3,3 bilhões de faturamento.

Um dos diferenciais que atraíram os franceses foi uma espécie de auditoria high-tech para empresas feita pela Public. Com a ajuda de um software de análise de dados criado internamente, a empresa fiscaliza os procedimentos feitos pelos pacientes nos hospitais e clínicas. Uma intervenção cirúrgica cotada em R$ 6 mil e registrada como R$ 60 mil, por exemplo, acende o alerta no software. Discrepâncias básicas como essa são comuns.

Com milhões de clientes, as seguradoras, muitas vezes, não conseguem checar as informações de imediato. O resultado é uma conta alta para diversas empresas que contratam planos de saúde para os funcionários. Aí entra a Public. “Além disso, nosso time (de cientistas de dados a médicos) elabora os programas de qualidade de vida de acordo com o perfil epidemiológico da empresa (doenças mais comuns) e os dados obtidos”, diz Leandro Elias, fundador da Public, rebatizada agora de April Brasil Broker. Ele continua à frente da empresa.

 

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